O JEC digno!
Ontem na Arena Joinville, assistimos mais do mesmo, um time confuso em campo e sem nenhuma dinâmica de jogo. A pergunta que todos fazem é: Como pode o time reserva fazer um jogo tranqüilo e com muitos gols contra o Juventus, e o titular jogar tão mal contra uma equipe de qualidade similar?
O treinador diz que o tempo ainda não ofereceu condições de montar ao seu gosto o time. Eu discordo totalmente, a insistência dele em querer acomodar no time os seus “pupilos” da campanha da Série C, definitivamente está atrapalhando o seu trabalho. O momento é outro e são outros os jogadores, para manter Ricardinho no time ele o escala em posição errada, para tentar reeditar o seu esquema de 3-5-2 coloca em campo jogadores que não estão adaptando-se a essa fórmula.
Pior mesmo são suas mudanças, trocar o jogador (Marcelo Costa) de melhor passe e equilíbrio do meio campo pelo desgastado Jailton foi imprudência braba. Sem querer reviver nada, sob comando do Artur Neto o time tinha um padrão de jogo bem mais definido do que esse que “não” estamos vendo com o “Rei Artur” isso é notório gente.
Na real, não estou nem preocupado com a Copa do Brasil, estou bolado mesmo é com a série B. O grupo de jogadores é qualificado, mas ao que parece o nosso piloto está assustado com o poder da máquina que lhe deram. “Essa história de “botar a cara pra bater” não cola Arturzinho” não precisamos de animador de grupo e sim de esquema tático e padrão de jogo e bom futebol, não estamos mais na série C amigos, o negócio agora é sério.
Olá amigos do blog “Na Dose Certa”! No post anterior escrevi que seria quase impossível ao JEC uma classificação para as semifinais do estadual 2013. Uma combinação de vaidades extremas e má gestão são as principais razões de estarmos fora do filé mignon do campeonato. É só buscar lá atrás nos meus posts anteriores, vocês vão achar o título do post após a derrota para o Camburiú, ele dizia: “Uma derrota que pode custar o ano para o JEC” e se não forem tomadas sérias decisões no clube poderemos ter um ano negro.
Para proteger um jogador que não é unanimidade faz tempo no clube, o presidente botou no “cadafalso” um bicampeão pelo clube. Ele fez um jogo de cena e trouxe o Artuzinho com a intenção de tirar o foco de cima do tal jogador “imexível” do clube. Não deu certo, a campanha do returno está sendo pior do que o turno. O ambiente pode ter melhorado para aqueles que são remanescentes da campanha da série C, mas em campo o futebol piorou.
E já começam a pipocar informações de que existe certo desconforto dos novos contratados. A Copa do Brasil começou com o JEC enfrentando um desconhecido Aracruz, pois o JEC quase tomou uma virada do campeão “Capixaba” uma equipe com a estrutura menor que a da nossa vitoriosa A.A Tupy. Quando o comando de um clube não toma as atitudes corretas no momento exato, não consegue mais arrumar a casa. Temo pelo futuro do JEC, se não acontecer algo realmente importante na forma como são tratadas as coisas no clube o JEC pode amargar um ano complicado e do jeito que está manter-se na série B já pode ser uma grande conquista em 2013.
Volto a escrever um post sobre o JEC após o 4º jogo sob o comando de Artuzinho, para algumas pessoas o time já teve uma evolução tática no 1º jogo, no empate contra o Metropolitano. Não era a verdade amigos, como também após o jogo de ontem contra o Avaí a parte tática ainda não está azeitada. Isso é fácil de observar se houver realmente vontade de estudar profundamente a movimentação dos jogadores nas quatro linhas.
Antes de ser contestados por vocês, preciso enaltecer pelo menos que os jogadores começam a cumprir uma das premissas técnicas do Artuzinho, sair jogando sem chutões. Esse recurso custou à saída do zagueiro Sandro, Arturzinho fez linha de três zagueiros com Jacó na direita, Rafael pelo meio e Marcus Vinicius pela esquerda para uma saída melhor de bola e sem rifar a mesma sem destino. Um placar de 3 x 0 torna mais fácil para os analistas fazer a vontade das arquibancadas e empolgar-se nos comentários. Podem por exemplo, esquecer do 1º tempo onde um frágil Avaí trocou passes sem ser incomodado por uma marcação mais apertada.
Isso aconteceu no 2º tempo contra o Figueira, Camburiú e Metropoliano também amigos. Onde está o erro? Fácil de constatar, com apenas um volante de ofício, a marcação cai bastante, Ricardinho, Marcelo Costa e Artur Maia não tem essa virtude. Se uma equipe vem fechada contra o JEC, somente uma jogada individual que faça o tricolor sair na frente, vai poder fazer o adversário abrir espaços para o nosso já conhecido e veloz contra-ataque.
Contra times como esse do Avaí, um dos mais fracos grupos montados pela diretoria Azurra, com um pouco de ousadia e uma pitada de sorte conseguimos vencer. Contra o Criciúma no próximo domingo, Artuzinho tem que escolher entre Ricardinho ou Marcelo Costa, para com isso incluir outro volante para poder segurar um meio campo muito mais criativo e finalizador. Para muitos só com as vitórias nos jogos que faltam o JEC chega às semifinais, pode ser amigos, tem muitos confrontos diretos que vão fazer dessa reta final do returno uma emoção sem igual. Para o JEC são 3 finais antecipadas, mas o JEC é de chegada sempre, vamos torcer!